Diretriz metodológica interativa: síntese de evidências para políticas | Interactive methodological guideline: evidence synthesis for policies

Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde. Diretriz metodológica interativa: síntese de evidências para políticas [Internet]. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2025. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretriz_interativa_sintese_evidencias_politicas.pdf

Resumo:
As Políticas Informadas por Evidências (PIE) visam incorporar resultados de pesquisas nos debates de políticas e nos processos internos do setor público, a fim de aprimorar o processo decisório. O conhecimento científico deve informar o processo de formulação e implementação de políticas tornando-as mais efetivas e, como consequência, pode haver repercussões na saúde em geral, na qualidade de vida da população e no uso eficiente dos recursos. No entanto, a superação do abismo entre o saber e o fazer, no âmbito das políticas de saúde e, por conseguinte, na gestão dos sistemas de saúde, continua sendo um desafio contemporâneo endereçado a governos e sociedades. Há institucionalização de entes públicos nacionais, nas quais evidências são usadas para tomar decisões em diferentes áreas, como na avaliação de tecnologias em saúde, diretrizes terapêuticas e protocolos clínicos, demandas judiciais, entre outros. Apesar das iniciativas internacionais para apoiar o uso de evidências, a variação na absorção do conhecimento persiste. No Reino Unido, o National Institute for Health and Care Excellence (NICE) disponibiliza orientações baseadas em evidências para melhorar a qualidade da prática clínica e da saúde pública. No Canadá, existem algumas plataformas de conhecimento que dispõem de Sínteses de Evidências para Políticas, a exemplo da McMaster Health Forum e Health Systems Evidence (HSE). Outra iniciativa refere-se à Canadian Agency for Drugs and Technologies in Health (CADTH), uma organização independente com a função de disponibilizar evidências aos gestores de saúde. Na África, há o Supporting the Use of Research Evidence (SURE), um projeto colaborativo de apoio à Evidence-Informed Policy Network (EVIPNet), que disponibiliza, além de sínteses de evidências, relatórios de diálogos deliberativos, guias e documentos de resposta rápida. Nos Estados Unidos da América, a Agency for Healthcare Research and Quality (AHRQ) patrocina o desenvolvimento de relatórios informados por evidências sobre condições de saúde comuns e novas tecnologias em saúde. Da mesma forma, na Austrália, o National Health and Medical Research Council (NHMRC) visa aumentar a aceitação de evidências em áreas clínicas . APRESENTAÇÃO 8 DIRETRIZ METODOLÓGICA INTERATIVA: SÍNTESE DE EVIDÊNCIAS PARA POLÍTICAS Nos países da América Latina e do Caribe, há diversos órgãos públicos que institucionalizaram a geração e o uso da evidência, com diferentes graus de maturidade. No Brasil, as mudanças sociais e econômicas que antecederam a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), assim como o seu processo consolidação, contribuíram para tornar o uso de evidências na gestão do SUS um enorme desafio. Com o objetivo de estimular o uso de evidências no sistema brasileiro de saúde para apoiar a tomada de decisão, o Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde do Ministério da Saúde (Decit/SECTICS/ MS) apresentou um projeto à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) de adesão do Brasil à Rede para Políticas Informadas por Evidências (EVIPNet), por meio da participação na rede colaborativa mundial, a EVIPNet global. Nesse contexto, esta diretriz de Síntese de Evidências para Políticas (SEP) é uma iniciativa de integração de evidências científicas para apoiar a gestão de políticas de saúde. Por isso, tem como principal objetivo reunir as melhores evidências científicas disponíveis no âmbito global e local, além de elencar opções para enfrentar problemas de saúde prioritários ao abordar benefícios, danos potenciais, custos, considerações de equidade e opções para implementação, bem como apontar possíveis adaptações a serem realizadas nas perspectivas dos usuários, trabalhadores de saúde, organização dos serviços e sistema de saúde. Esta 2a edição da diretriz está em um formato interativo, com recursos audiovisuais, como vídeos e podcasts e foi desenvolvida, a partir da parceria entre o Hcor e MS, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS). Estes materiais complementam e exemplificam o conteúdo para apresentar os principais conceitos e as etapas necessárias para a condução da Síntese de Evidências para Políticas. Além disso, houve a inclusão de um modelo de resumo informativo e um template para Síntese de Evidências para Políticas.
Palavras-chave: Política informada por evidências. Política públicas em saúde. Administração de serviços de saúde.

Abstract:
Evidence-Informed Policies (EIPs) aim to incorporate research findings into policy debates and internal processes within the public sector to improve decision-making.1 Scientific knowledge should inform the policy formulation and implementation process, making them more effective and, consequently, potentially impacting overall health, the population’s quality of life, and the efficient use of resources.2 However, bridging the gap between knowing and doing in health policies, and consequently in the management of health systems, remains a contemporary challenge for governments and societies. There is institutionalization within national public entities where evidence is used to make decisions in various areas, such as health technology assessment, therapeutic guidelines and clinical protocols, legal demands, and others. Despite international initiatives to support the use of evidence, variation in knowledge absorption persists. In the United Kingdom, the National Institute for Health and Care Excellence (NICE) provides evidence-based guidance to improve the quality of clinical practice and public health.3 In Canada, there are several knowledge platforms that provide Evidence-Informed Policy Summaries, such as the McMaster Health Forum4 and Health Systems Evidence (HSE)5. Another initiative is the Canadian Agency for Drugs and Technologies in Health (CADTH), an independent organization whose function is to make evidence available to health managers6. In Africa, there is Supporting the Use of Research Evidence (SURE), a collaborative project supporting the Evidence-Informed Policy Network (EVIPNet), which provides, in addition to evidence summaries, reports of deliberative dialogues, guidelines, and rapid response documents7. In the United States, the Agency for Healthcare Research and Quality (AHRQ) sponsors the development of evidence-informed reports on common health conditions and new health technologies8. Similarly, in Australia, the National Health and Medical Research Council (NHMRC) aims to increase the acceptance of evidence in clinical areas9. PRESENTATION 8 INTERACTIVE METHODOLOGICAL GUIDELINE: EVIDENCE SYNTHESIS FOR POLICIES In Latin American and Caribbean countries, several public bodies have institutionalized the generation and use of evidence, with varying degrees of maturity. In Brazil, the social and economic changes that preceded the creation of the Unified Health System (SUS), as well as its consolidation process, have contributed to making the use of evidence in the management of the SUS a huge challenge10. With the aim of stimulating the use of evidence in the Brazilian health system to support decision-making, the Department of Science and Technology of the Secretariat of Science, Technology, Innovation and Strategic Inputs in Health of the Ministry of Health (Decit/SECTICS/MS) presented a project to the Pan American Health Organization (PAHO) for Brazil’s accession to the Evidence-Informed Policy Network (EVIPNet)11, through participation in the global collaborative network, EVIPNet global12. In this context, this Evidence Synthesis for Policy (SEP) guideline is an initiative to integrate scientific evidence to support health policy management. Therefore, its main objective is to gather the best available scientific evidence globally and locally, as well as to list options for addressing priority health problems by addressing benefits, potential harms, costs, equity considerations, and implementation options, and to point out possible adaptations to be made from the perspectives of users, health workers, service organization, and the health system. This 2nd edition of the guideline is in an interactive format, with audiovisual resources such as videos and podcasts, and was developed through a partnership between Hcor and the Ministry of Health, via the Program to Support the Institutional Development of the Unified Health System (PROADI-SUS). These materials complement and exemplify the content to present the main concepts and steps necessary for conducting the Evidence Synthesis for Policy. In addition, an informative summary template and a Policy Evidence Synthesis template were included.
Keywords: Evidence-informed policy. Public health policies. Health services administration.

doi: N/A
Endereço: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretriz_interativa_sintese_evidencias_politicas.pdf
Observação: Resumo e palavras-chave em inglês gerados por inteligência artificial.

Ficha técnica:
Elaboração: Airton Tetelbom Stein, Aurelina Aguiar de Lima, Cássia Baldini Soares, Daniela Fortunato Rêgo, Davi Mamblona Marques Romão, Jorge Otávio Maia Barreto, Keitty Regina Cordeiro de Andrade, Laura dos Santos Boeira, Mabel Figueiró, Maria Sharmila Sousa, Maritsa Carla de Bortoli, Rachel Riera, Roberta Borges Silva, Tatiana Yonekura, Tereza Setsuko Toma, Virginia Kagure Wachira, Viviane Karoline da Silva Carvalho.
Revisão técnica: Camille Cristine Gomes Togo, Cecília Menezes Farinasso, Daniela Vianna Pachito, Izabela Fulone, Keitty Regina Cordeiro de Andrade, Nathan Mendes Souza, Sônia Isoyama Venâncio, Vicky Nogueira Pileggi, Viviane Karoline da Silva Carvalho.

Ministério da Saúde | Diretriz metodológica | 2025DM005