Darolutamida associada a docetaxel para o tratamento de câncer de próstata metastático hormônio-sensível | [English title generated by AI] Darolutamide combined with docetaxel for the treatment of hormone-sensitive metastatic prostate cancer

ANS. UAT 74 Darolutamida associada a docetaxel para o tratamento de câncer de próstata metastático hormônio-sensível [Internet]. ANS; 2023. Disponível em: https://componentes-portal.ans.gov.br/link/ConsultaPublica/107

Resumo:
Documental UAT 74. Processo COSAÚDE/ANS referente a Darolutamida (Nubeqa®) para adultos com câncer de próstata metastático hormônio-sensível.

Composto pelos seguintes documentos:
Parecer Técnico-Científico: Darolutamida para o tratamento de pacientes adultos com câncer de próstata metastático hormônio-sensível. Bayer S.A.; 2022.

Avaliação Econômica em Saúde: Darolutamida para o tratamento de pacientes adultos com câncer de próstata metastático hormônio-sensível. Bayer S.A.; 2022.

Análise de Impacto Orçamentário: Darolutamida para o tratamento de pacientes adultos com câncer de próstata metastático hormônio-sensível. Bayer S.A.; 2022.

FormRol: Darolutamida.

Relatório de análise crítica de proposta de atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde: Darolutamida associada a docetaxel para o tratamento de câncer de próstata metastático hormônio-sensível. Núcleo de Avaliação de Tecnologias em Saúde do Hospital Sírio-Libanês; 2023.

Relatório de Análise Crítica (RAC) – Resumo executivo:
Tecnologia: Darolutamida (Nubeqa®). Indicação: Adultos com câncer de próstata metastático hormônio-sensível. Introdução: O câncer de próstata metastático hormônio-sensível (CPHSm) ou sensível à castração é definido pela presença de metástase em pacientes que ainda não receberam ou continuam a responder à terapia de privação androgênica (TPA). A presença de metástases nos ossos, tecidos moles ou vísceras resulta em aumento da morbidade e mortalidade. Segundo o INCA, o câncer de próstata metastático representou 23,3% dos diagnósticos em 2017, com um aumento de 34,7% desde 2015. Ainda, estimativas mostram que o CPHSm representa 1,7% do total de casos de câncer de próstata. O tratamento do CPHSm baseado na combinação de terapia de privação androgênica (TPA) com um dos seguintes agentes: docetaxel, abiraterona, apalutamida ou enzalutamida, demonstrou prolongar a sobrevida global quando comparado à TPA isolada. Contudo, não há comparações diretas que demonstram superioridade entre essas opções terapêuticas. A combinação de darolutamida com TPA e docetaxel é uma opção adicional proposta para o tratamento de CPHSm. Pergunta Estruturada – Proponente: P (população): pacientes adultos com câncer de próstata metastático hormônio-sensível (CPHSm). I (intervenção): darolutamida associada à terapia de privação androgênica e docetaxel. C (comparadores): terapia de privação androgênica monoterapia ou associada a docetaxel ou apalutamida ou enzalutamida. O (desfechos): Primários: Sobrevida global, sobrevida livre de progressão, eventos adversos graves. Secundários: Tempo até a resistência à castração, sobrevida livre de eventos esqueléticos sintomáticos, tempo até evento sintomático, tempo até o tratamento antineoplásico subsequente, quaisquer eventos adversos, taxa de descontinuação e qualidade de vida. T (tipos de estudos): revisões sistemáticas com ou sem metanálise, ensaios clínicos randomizados de fase 3, estudos observacionais com braço controle. Parecerista: P (população): adultos com câncer de próstata metastático hormônio-sensível (CPHSm). I (intervenção): darolutamida associada a docetaxel + terapia de privação androgênica (TPA). C (comparadores): placebo, TPA em monoterapia, tratamento de suporte associados a docetaxel + TPA, ou TPA associada a apalutamida ou enzalutamida. O (desfecho): Primários: sobrevida global; tempo para progressão da doença; eventos adversos graves. Secundários: quaisquer eventos adversos; qualidade de vida. S (desenhos de estudos): ensaios clínicos randomizados (ECR); na ausência dos mesmos, foram considerados nesta sequência: ensaios clínicos não randomizados, coortes prospectivos e retrospectivos, caso-controle, estudos de braço único (observacionais ou experimentais). Eficácia/Efetividade/Segurança – Proponente: O ensaio clínico, fase 3, ARASENS, com pacientes com câncer de próstata metastático hormônio-sensível avaliou a eficácia e a segurança do uso da combinação darolutamida, terapia de privação de androgênica e docetaxel comparado a placebo em combinação com terapia de privação de androgênica e docetaxel. O desfecho primário avaliado foi a sobrevida global. A análise primária incluiu 1.306 pacientes, cujo risco de morte foi 32,5% significativamente menor, no grupo darolutamida do que no grupo placebo (hazard ratio 0,68; intervalo de confiança de 95%, 0,57 a 0,80; p<0,001). A darolutamida também foi associada a benefícios consistentes em relação aos desfechos secundários. Os eventos adversos foram semelhantes nos dois grupos, e as incidências dos eventos adversos mais comuns foram mais altas durante o período de 6 ciclos de combinação de tratamento com docetaxel em ambos os grupos. A frequência de eventos adversos de grau 3 ou 4 foi de 66,1% no grupo darolutamida e 63,5% no grupo placebo; neutropenia foi o evento adverso de grau 3 ou 4 mais comum (em 33,7% e 34,2%, respectivamente). As evidências incluídas na revisão sistemática conduzida foram classificadas com baixo risco de viés metodológico, conferindo um nível de qualidade alta para os resultados demonstrados. [Texto transferido e adaptado do documento submetido pelo PROPONENTE –20222000105_PTC - Revisão Sistemática – páginas 9 e 10]. Parecerista: Para adultos com CPHSm, há evidências de certeza muito baixa a moderada originada de um único ensaio clínico randomizado. Os resultados indicaram que, quando comparada ao placebo associado à TPA e docetaxel, a darolutamida associada a docetaxel e TPA: provavelmente resulta em redução do risco de morte (32%) e da progressão da doença (64%) (evidência de certeza moderada); pode resultar em pequena ou nenhuma diferença na incidência de quaisquer eventos adversos (evidência de baixa certeza); há incertezas quanto aos efeitos da tecnologia na incidência de eventos adversos graves (evidência de certeza muito baixa). O desfecho qualidade de vida não foi avaliado pelo estudo incluído. Avaliação Econômica: O PROPONENTE apresentou a análise de custo-utility sob a perspectiva da saúde suplementar, considerando o QALY como desfecho de interesse. A população-alvo constituiu-se de pacientes com CPHSm. O modelo de sobrevida particionada foi simulado em um tempo horizonte de 10 anos considerando os custos médicos diretos em ciclos de 28 dias. A associação de darolutamida, TPA e docetaxel foi comparada a: docetaxel + TPA, apalutamida + TPA, enzalutamida + TPA e TPA monoterapia. As seguintes razões de custo-efetividade incrementais (RCEI) foram encontradas: R$ 708.750,12/QALY (versus Docetaxel + TPA), R$ 476.743,32/QALY (versus Apalutamida + TPA), R$ 366.497,06 /QALY (versus Enzalutamida + TPA) e R$ 516.603,73/QALY (versus TPA). As principais limitações estão associadas à imprecisão nos parâmetros de eficácia e segurança. Adicionalmente, o impacto orçamentário também deve ser considerado para a sustentabilidade da saúde suplementar. Impacto Orçamentário – Proponente: O PROPONENTE apresentou uma análise de impacto orçamentário (AIO) na perspectiva da saúde suplementar e com horizonte temporal de 5 anos. A estimativa epidemiológica da população teve média anual de 778,8 pacientes e participação no mercado projetada de 4%-12%. O impacto orçamentário incremental acumulado em 5 anos foi de R$ 46.277.407,00 com média anual no período de R$ 9.255.481,40. Parecerista: A AIO foi recalculada utilizando a planilha padrão da ANS. A estimativa epidemiológica considerada para a média anual da população em tratamento no horizonte de 5 anos foi de 1171 pacientes. O impacto orçamentário incremental estimado nos cenários projetados considerando a disponibilização da darolutamida variou de R$ 62.088.465,23 a R$ 70.113.923,02 (médias anuais de R$ 12.417.693,05 e R$ 14.022.784,60) em comparação com o cenário atual, em um horizonte temporal de 5 anos, considerando duas alternativas de difusão: (1) market share alvo de 11% (menor difusão) e (2) market share alvo de 20,7% (maior difusão). Experiência Internacional - Proponente: Até o momento da elaboração desse dossiê ainda não havia nenhuma recomendação quanto à incorporação da darolutamida para câncer de próstata metastático hormônio-sensível em combinação com docetaxel nas principais agências de avaliação de tecnologias em saúde. A Inglaterra está avaliando a incorporação do medicamento ao seu sistema de saúde e a expectativa é de que a análise do National Institute for Health and Care Excellence (NICE) seja publicada até 24 de maio de 2023 (60). A submissão para o Canadian Agency for Drugs and Technologies in Health (CADTH) também está em processo de análise, com expectativa de finalização em dezembro de 2022 (61). Não há avaliações no Scottish Medical Consortium (SMC) da Escócia e na agência de avaliação de tecnologia em saúde da Austrália, Pharmaceutical Benefits Advisory Committee (PBAC). [Texto transferido do documento submetido pelo PROPONENTE –20222000105_PTC - Revisão Sistemática – página 59]. Parecerista: A agência CADTH (Canadá) recomenda o reembolso de darolutamida associada a docetaxel para o tratamento de CPHSm, em pacientes elegíveis à quimioterapia. (https://www.cadth.ca/darolutamide). A agência NICE (Reino Unido) está em processo de avaliação da tecnologia, com expectativa de publicação da recomendação em maio de 2023 (https://www.nice.org.uk/guidance/indevelopment/gid-ta10860). Conitec (Brasil), PBS (Austrália) e SMC (Escócia) não avaliaram, até o momento, esta tecnologia para a população proposta. Considerações Finais – Proponente: Ao retardar a progressão da doença para a fase CPRCm, darolutamida se demonstra relevante, além do ganho em sobrevida global, em termos de qualidade de vida e gastos em recurso em saúde. Neste sentindo, a darolutamida, apresenta um diferencial relevante quando comparada às demais terapias já incluídas na lista do ROL, enzalutamida e apalutamida, pois por sua forma molecular diferenciada, é a única que apresenta penetração limitada do medicamento na barreira hematoencefálica, favorecendo os pacientes com história prévia de convulsões e minimizando as chances de EAs, principalmente os relacionados ao sistema nervoso central, como por exemplo o transtorno cognitivo (41,43–46). Portanto, caso os beneficiários do SSS possuam darolutamida como opção de tratamento com cobertura obrigatória pelo ROL da ANS, terão em seu arsenal terapêutico um tratamento eficaz e seguro para o tratamento do CPHSm. [Texto transferido e adaptado do documento submetido pelo PROPONENTE –20222000105_PTC - Revisão Sistemática – página 60]. Parecerista: Com base em evidências de certeza muito baixa a moderada, a análise da população de pacientes com CPHSm mostrou que darolutamida associada a docetaxel + TPA, quando comparada ao placebo associado a TPA e docetaxel, parece ter benefícios na redução do risco de morte e progressão da doença. Quanto à segurança, a darolutamida parece resultar em pequena ou nenhuma diferença na incidência de quaisquer eventos adversos, e há incertezas quanto ao efeito na incidência de eventos adversos graves. Considerando os resultados do ECR analisado, parece haver similaridades nos resultados dos desfechos para a população com CPHSm em relação aos outros medicamentos já incorporados ao Rol para a mesma indicação (Enzalutamida e Apalutamida). Os PARECERISTAS sugerem uma interpretação mais cautelosa dos achados. O PROPONENTE classificou a certeza da evidência como alta para todos os desfechos avaliados, porém há incertezas relacionadas a limitações metodológicas e imprecisão e, de acordo com os PARECERISTAS, a certeza da evidência foi classificada como muito baixa a moderada. Palavras-chave: N/A

Abstract:
[English summary generated by AI] UAT Document 74. COSAÚDE/ANS Process related Darolutamide (Nubeqa ®) for adults with hormone-sensitive metastatic prostate cancer.

Composed of the following documents:
Technical-Scientific Opinion: Darolutamide for the treatment of adult patients with hormone-sensitive metastatic prostate cancer. Bayer SA; 2022.

Economic Evaluation in Health: Darolutamide for the treatment of adult patients with hormone-sensitive metastatic prostate cancer. Bayer SA; 2022.

Budget Impact Analysis: Darolutamide for the treatment of adult patients with hormone-sensitive metastatic prostate cancer. Bayer SA; 2022.

FormRol: Darolutamide.

Critical analysis report of the proposal to update the List of Procedures and Health Events: Darolutamide associated with docetaxel for the treatment of hormone-sensitive metastatic prostate cancer. Health Technology Assessment Center of Hospital Sírio-Libanês; 2023.

Critical Analysis Report (RAC) – Executive Summary:
Technology: Darolutamide (Nubeqa ®). Indication: Adults with hormone-sensitive metastatic prostate cancer. Introduction: Hormone-sensitive metastatic prostate cancer (HSPCm) or castration-sensitive prostate cancer is defined by the presence of metastasis in patients who have not yet received or continue to respond to androgen deprivation therapy (ADT). The presence of metastases in bones, soft tissues or viscera results in increased morbidity and mortality. According to INCA, metastatic prostate cancer accounted for 23.3% of diagnoses in 2017, with an increase of 34.7% since 2015. Furthermore, estimates show that HSPCm represents 1.7% of all prostate cancer cases. Treatment of mHSPC based on the combination of androgen deprivation therapy (ADT) with one of the following agents: docetaxel, abiraterone, apalutamide or enzalutamide, has been shown to prolong overall survival when compared to ADT alone. However, there are no direct comparisons demonstrating superiority between these therapeutic options. The combination of darolutamide with ADT and docetaxel is an additional option proposed for the treatment of mHSPC. Structured Question – Proponent: P (population): adult patients with hormone-sensitive metastatic prostate cancer (mHSPC). I (intervention): darolutamide associated with androgen deprivation therapy and docetaxel. C (comparators): androgen deprivation therapy monotherapy or associated with docetaxel or apalutamide or enzalutamide. O (outcomes): Primary: Overall survival, progression-free survival, serious adverse events. Secondary: Time to castration resistance, symptomatic skeletal event-free survival, time to symptomatic event, time to subsequent antineoplastic treatment, any adverse events, discontinuation rate, and quality of life. T (types of studies): systematic reviews with or without meta-analysis, phase 3 randomized clinical trials, observational studies with a control arm. Reviewer: P (population): adults with hormone-sensitive metastatic prostate cancer (MSPC). I (intervention): darolutamide combined with docetaxel + androgen deprivation therapy (ADT). C (comparators): placebo, ADT monotherapy, supportive care combined with docetaxel + ADT, or ADT combined with apalutamide or enzalutamide. O (outcome): Primary: overall survival; time to disease progression; serious adverse events. Secondary: any adverse events; quality of life. S (study designs): randomized controlled trials (RCTs); in the absence of these, the following were considered in this sequence: non-randomized clinical trials, prospective and retrospective cohorts, case-control, single-arm studies (observational or experimental). Efficacy/Effectiveness/Safety – Proponent: The phase 3 clinical trial, ARASENS, with patients with hormone-sensitive metastatic prostate cancer evaluated the efficacy and safety of the use of the combination of darolutamide, androgen deprivation therapy and docetaxel compared to placebo in combination with androgen deprivation therapy and docetaxel. The primary outcome evaluated was overall survival. The primary analysis included 1,306 patients, whose risk of death was 32.5% significantly lower in the darolutamide group than in the placebo group (hazard ratio[ HR]: 0.001; p=. .. ratio 0.68; 95% confidence interval, 0.57 to 0.80; p<0.001). Darolutamide was also associated with consistent benefits regarding secondary outcomes. Adverse events were similar in both groups, and the incidences of the most common adverse events were higher during the 6-cycle period of combination treatment with docetaxel in both groups. The frequency of grade 3 or 4 adverse events was 66.1% in the darolutamide group and 63.5% in the placebo group; neutropenia was the most common grade 3 or 4 adverse event (in 33.7% and 34.2%, respectively). The evidence included in the systematic review was classified as having low risk of methodological bias, conferring a high quality level to the results demonstrated.[Text transferred and adapted from the document submitted by the PROPONENT – 20222000105_PTC - Systematic Review – pages 9 and 10]. Reviewer: For adults with CPHSm, there is very low to moderate certainty evidence from a single randomized clinical trial. The results indicated that, when compared to placebo associated with TPA and docetaxel, darolutamide associated with docetaxel and TPA: probably results in a reduction in the risk of death (32%) and disease progression (64%) (moderate certainty evidence); may result in little or no difference in the incidence of any adverse events (low certainty evidence); there are uncertainties regarding the effects of the technology on the incidence of serious adverse events (very low certainty evidence). The quality of life outcome was not assessed by the included study. Economic Assessment: The PROPONENT presented the cost- utility analysis from the perspective of supplementary health, considering QALY as the outcome of interest. The target population consisted of patients with CPHSm. The partitioned survival model was simulated over a 10-year time horizon considering direct medical costs in 28-day cycles. The combination of darolutamide, TPA and docetaxel was compared to: docetaxel + TPA, apalutamide + TPA, enzalutamide + TPA and TPA monotherapy. The following incremental cost-effectiveness ratios (ICER) were found: R$ 708,750.12/QALY (versus Docetaxel + TPA), R$ 476,743.32/QALY (versus Apalutamide + TPA), R$ 366,497.06/QALY (versus Enzalutamide + TPA) and R$ 516,603.73/QALY (versus TPA). The main limitations are associated with the imprecision in the efficacy and safety parameters. Additionally, the budgetary impact should also be considered for the sustainability of supplementary health. Budgetary Impact – Proponent: The PROPONENT presented a budgetary impact analysis (AIO) from the perspective of supplementary health and with a 5-year time horizon. The epidemiological estimate of the population had an annual average of 778.8 patients and a projected market share of 4%-12%. The accumulated incremental budgetary impact over 5 years was R$46,277,407.00, with an annual average for the period of R$9,255,481.40. Reviewer: The AIO was recalculated using the ANS standard spreadsheet. The epidemiological estimate considered for the annual average of the population under treatment over the 5-year horizon was 1,171 patients. The estimated incremental budgetary impact in the projected scenarios considering the availability of darolutamide ranged from R$62,088,465.23 to R$70,113,923.02 (annual averages of R$12,417,693.05 and R$14,022,784.60) compared to the current scenario, over a 5-year time horizon, considering two diffusion alternatives: (1) market target share of 11% (less widespread) and (2) market target share of 20.7% (greater diffusion). International Experience - Proponent: At the time of writing this dossier, there was still no recommendation regarding the incorporation of darolutamide for hormone-sensitive metastatic prostate cancer in combination with docetaxel in the main health technology assessment agencies. England is evaluating the incorporation of the drug into its health system and the expectation is that the analysis of the National Institute for Health and Care Excellence (NICE) be published by May 24, 2023 (60). The submission to the Canadian Agency for Drugs and Technologies in Health (CADTH) is also under review, with completion expected in December 2022 (61). There are no evaluations in the Scottish Medical Consortium (SMC) of Scotland and in the Australian health technology assessment agency, Pharmaceutical Benefits Advisory Committee (PBAC).[Text transferred from the document submitted by the PROPONENT – 20222000105_PTC - Systematic Review – page 59]. Reviewer: The CADTH agency (Canada) recommends the reimbursement of darolutamide associated with docetaxel for the treatment of CPHSm, in patients eligible for chemotherapy. (https://www.cadth.ca/darolutamide). The NICE agency (United Kingdom) is in the process of evaluating the technology, with the recommendation expected to be published in May 2023 (https://www.nice.org.uk/guidance/indevelopment/gid-ta10860). Conitec (Brazil), PBS (Australia) and SMC (Scotland) have not evaluated this technology for the proposed population to date. Final Considerations – Proponent: By delaying disease progression to the mCRPC phase, darolutamide has proven to be relevant, in addition to the gain in overall survival, in terms of quality of life and healthcare resource expenditure. In this sense, darolutamide presents a relevant differential when compared to other therapies already included in the ROL list, enzalutamide and apalutamide, because due to its differentiated molecular form, it is the only one that presents limited penetration of the drug in the blood-brain barrier, favoring patients with a previous history of seizures and minimizing the chances of AEs, especially those related to the central nervous system, such as cognitive impairment (41,43–46). Therefore, if SSS beneficiaries have darolutamide as a treatment option with mandatory coverage under the ANS ROL, they will have in their therapeutic arsenal an effective and safe treatment for the treatment of CPHSm.[Text transferred and adapted from the document submitted by the PROPONENT – 20222000105_PTC - Systematic Review – page 60]. Reviewer: Based on very low to moderate certainty evidence, the analysis of the population of patients with CPHSm showed that darolutamide associated with docetaxel + TPA, when compared to placebo associated with TPA and docetaxel, appears to have benefits in reducing the risk of death and disease progression. Regarding safety, darolutamide appears to result in little or no difference in the incidence of any adverse events, and there are uncertainties regarding the effect on the incidence of serious adverse events. Considering the results of the analyzed RCT, there appear to be similarities in the outcome results for the population with CPHSm in relation to other drugs already incorporated into the List for the same indication (Enzalutamide and Apalutamide). The REVIEWERS suggest a more cautious interpretation of the findings. The PROPONENT classified the certainty of the evidence as high for all outcomes evaluated, but there are uncertainties related to methodological limitations and imprecision and, according to the REVIEWERS, the certainty of the evidence was classified as very low to moderate. Keywords: N/A

doi: N/A
Endereço: https://componentes-portal.ans.gov.br/link/ConsultaPublica/107

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