ALECENSA® (alectinibe) para o tratamento em primeira linha do câncer de pulmão de não pequenas células localmente avançado ou metastático, ALK positivo | ALECENSA® (alectinib) for the first-line treatment of locally advanced or metastatic ALK-positive non-small cell lung cancer

Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). ALECENSA® (alectinibe) para o tratamento em primeira linha do câncer de pulmão de não pequenas células localmente avançado ou metastático, ALK positivo [Internet]. Brasília (DF): ANS; 2020. (Ciclo de Atualização do Rol 2019-2020. UAT 228). Disponível em: https://www.gov.br/ans/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-da-sociedade/consultas-publicas/consultas-publicas-encerradas/consulta-publica-no-81-atualizacao-do-rol-de-procedimentos-e-eventos-em-saude-2013-ciclo-2019-2020-1/consulta-publica-no-81-2013-contribuicao-para-recomendacoes-relacionadas-as-propostas-de-medicamentos

Resumo:
Documental UAT 228. Processo COSAÚDE/ANS referente ao Alectinibe (Alecensa®) para pacientes com câncer de pulmão de não-pequenas células localmente avançado ou metastático, ALK-positivo.

Composto pelos seguintes documentos:
Parecer Técnico-Científico: ALECENSA® (alectinibe) para o tratamento em primeira linha do câncer de pulmão de não pequenas células localmente avançado ou metastático, ALK positivo. Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica – SBOC; 2019.

Avaliação Econômica em Saúde: ALECENSA® (alectinibe) para o tratamento em primeira linha do câncer de pulmão de não pequenas células localmente avançado ou metastático, ALK positivo. Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica – SBOC; 2019.

Análise de Impacto Orçamentário: ALECENSA® (alectinibe) para o tratamento em primeira linha do câncer de pulmão de não pequenas células localmente avançado ou metastático, ALK positivo. Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica – SBOC; 2019.

FormRol: Alectinibe (Alecensa®).

Relatório de análise crítica de proposta de atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde: ALECENSA® (alectinibe) para o tratamento em primeira linha do câncer de pulmão de não pequenas células localmente avançado ou metastático, ALK positivo. Unidade de Avaliação de Tecnologias em Saúde – UATS do Hospital Alemão Oswaldo Cruz – HAOC; 2020.

Relatório de Análise Crítica (RAC) – Resumo executivo:
Tecnologia: Alectinibe (Alecensa®). Indicação: Pacientes com câncer de pulmão de não-pequenas células localmente avançado ou metastático, ALK-positivo. Introdução: O câncer de pulmão é a causa mais comum de morte por câncer em todo o mundo e possui uma razão mortalidade/incidência de aproximadamente 90%. Em 2012, a incidência mundial foi de 1,8 milhão de novos casos de câncer de pulmão, correspondendo a 12,9% de todos os novos casos de câncer, e 1,6 milhão de óbitos (19,4%). No Brasil, são esperados 17.760 novos casos da doença em homens e 12.440 em mulheres. O câncer de pulmão é classificado em dois subtipos distintos: câncer de pulmão de células pequenas (CPCP) e câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC), sendo o segundo, mais prevalente. Em casos mais avançados de CPNPC, a taxa de sobrevida e prognóstico em cinco anos é extremamente baixa, sendo de 36% (estágio IIIA), 26% (estágio IIIB) e 13% (estágio IIIC). O tratamento pode envolver diferentes modalidades, como cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou terapia direcionada. A escolha do tratamento considera, principalmente, o marcador oncogênico do CPNPC. A quinase do linfoma anaplásico (ALK) é um importante marcador oncogênico que está associado com a ausência de tabagismo: mais de 90% nunca fumou ou são tabagistas leves (≤ 10 maços-ano), baixa idade ao diagnóstico, histologia de adenocarcinoma e ausência de outros marcadores oncogênicos. Para o tratamento do CPNPC ALK positivo, a terapia direcionada com inibidores de ALK (crizotinibe e alectinibe) mostraram aumentar sobrevida global e sobrevida livre de progressão em comparação à quimioterapia. Até o presente momento, o crizotinibe é o único inibidor de ALK disponível no Rol da ANS para indicação de pacientes com câncer de pulmão de não-pequenas células localmente avançado ou metastático, ALK-positivo. Pergunta: Qual é a eficácia, segurança e custo-efetividade do alectinibe (alecensa®) comparado com crizotinibe no tratamento de pacientes com câncer de pulmão de não-pequenas células localmente avançado ou metastático, ALK-positivo? Evidências científicas: O proponente apresentou uma revisão sistemática com o objetivo de identificar estudos que tenham comparado o alectinibe com crizotinibe. Na revisão apresentada pelo proponente foram inclusas duas referências de um estudo (ALEX), sendo ensaios clínicos randomizados (ECR) para avaliar eficácia e segurança e duas referências para avaliar custo-efetividade. Em geral, a revisão apresentada pelo demandante foi bem conduzida, consideramos a seleção do demandante adequada, 11 apesar de terem sido incluídas mais trêsreferências (que correspondem a dois estudos – ALEX / ALESIA) para avaliar eficácia e segurança, após serem refeitas as buscas; estes estudos foram publicados após o período considerado na busca do proponente, portanto, não é uma limitação. O proponente não graduou a qualidade metodológica dos estudos e considerou que a qualidade da evidência advinda deste estudo (ALEX) foi moderada para todos os desfechos avaliados, com nível de evidência 2B/B. O parecerista classificou os estudos com baixo risco de viés e a qualidade de evidência variou de moderada a alta, dependendo do desfecho. Os resultados de eficácia foram superiores para o alectinibe comparado com crizotinibe nos desfechos sobrevida global. A sobrevida livre de progressão foi prolongada em quase dois anos com alectinibe, tempo de progressão ao Sistema Nervoso Central (SNC) também foi prolongado e qualidade de vida. Não houve diferença entre os grupos para o desfecho taxa de resposta objetiva. Os resultados de segurança mostram que os medicamentos são similares nos EAs, sendo os mais comuns, anemia, mialgia, bilirrubina sérica aumentada, aumento de peso, dor musculoesquelética e reação de fotossensibilidade. Além disso, crizotinibe mostrou maior descontinuidade ao tratamento por EAs. Avaliação econômica: Foi apresentado um modelo de custo-efetividade sob a perspectiva do Sistema de Saúde Suplementar, considerando um horizonte temporal de 20 anos, correspondente ao tempo de vida (lifetime), comparando o alectinibe ao crizotinibe, o único medicamento já disponível no rol de procedimentos da saúde suplementar como primeira linha de tratamento dessa população. O alectinibe foi dominante quando comparado ao crizotinibe, ou seja, apresentou maior efetividade e menor custo. A razão de custo-efetividade incremental (RCEI) foi de R$ -24.260,92 / por anos de vida ganho; de R$ -14.657,64 / por anos de vida livres de progressão ganhos; e R$ -24.260,92 / por anos de vida ajustados por qualidade. O modelo incorpora algumasincertezas referentes ao modo de obtenção dos parâmetros de custos. Ademais, não há uma descrição clara do modelo utilizado e das análises de sensibilidade realizadas para avaliar sua robustez. As estimativas de custos e razões de custo-efetividade incrementais não foram apresentadas pelo proponente (foram calculadas pelo parecerista). O modelo utiliza pressupostos que adicionam incertezas no modelo, no entanto a probabilidade das curvas inverterem é baixa. Análise de Impacto Orçamentário: A análise de impacto orçamentário apresentada pelo demandante mostrou que, em cinco anos da introdução do alectinibe, os custos totais incluindo todos os tratamentos disponíveis para a população foi de aproximadamente 327 milhões de reais. Entretanto, esta análise foi feita considerando um cálculo de população elegível inadequado e a estimativa dos custos totais do tratamento estava repleto de incertezas. Sobre o resultado final, o 12 proponente não considerou o custo após a descontinuação do tratamento, devido a progressão da doença. Isto, pode resultar em um impacto orçamentário em 5 anos inferior ao valor apresentado. Por fim, há baixa confiança nos resultados do impacto orçamentário apresentado. Experiência internacional: De maneira geral, as agências que recomendaram alectinibe para primeira linha de tratamento de pacientes com câncer de pulmão de não-pequenas células localmente avançado ou metastático, ALK-positivo são: NICE, CADTH e SMC. No entanto, a recomendação é feita em um contexto de uso restrito, monitorado e atrelado à prática de preço adequado pelos fabricantes. Foi solicitado que a custo-efetividade de Alecensa® (alectinibe) fosse melhorada até o limiar aceito pela agência CADTH. Até agosto de 2020 a PBAC decidiu não recomendar o medicamento, relatando que os dados de utilização de longo prazo seriam necessários antes de alterar a lista atual, para garantir que o uso permaneça econômico na população atual de pacientes.
Palavras-chave: N/A

Abstract:
UAT Document 228. COSAÚDE/ANS process related to Alectinib (Alecensa ®) for patients with locally advanced or metastatic, ALK-positive non-small cell lung cancer.

Composed of the following documents:
Technical-Scientific Opinion: ALECENSA® (alectinib) for first-line treatment of locally advanced or metastatic ALK-positive non-small cell lung cancer. Brazilian Society of Clinical Oncology – SBOC; 2019.

Economic Evaluation in Health: ALECENSA® (alectinib) for first-line treatment of locally advanced or metastatic ALK-positive non-small cell lung cancer. Brazilian Society of Clinical Oncology – SBOC; 2019.

Budget Impact Analysis: ALECENSA® (alectinib) for first-line treatment of locally advanced or metastatic ALK-positive non-small cell lung cancer. Brazilian Society of Clinical Oncology – SBOC; 2019.

FormRol: Alectinib (Alecensa®).

Critical analysis report of the proposal to update the List of Procedures and Health Events: ALECENSA® (alectinib) for the first-line treatment of locally advanced or metastatic non-small cell lung cancer, ALK positive. Health Technology Assessment Unit – UATS of Hospital Alemão Oswaldo Cruz – HAOC; 2020.

Critical Analysis Report (RAC) – Executive Summary:
Technology: Alectinib (Alecensa ®). Indication: Patients with locally advanced or metastatic ALK-positive non-small cell lung cancer. Introduction: Lung cancer is the most common cause of cancer death worldwide and has a mortality/incidence ratio of approximately 90%. In 2012, the worldwide incidence was 1.8 million new cases of lung cancer, corresponding to 12.9% of all new cancer cases, and 1.6 million deaths (19.4%). In Brazil, 17,760 new cases of the disease are expected in men and 12,440 in women. Lung cancer is classified into two distinct subtypes: small cell lung cancer (SCLC) and non-small cell lung cancer (NSCLC), the latter being more prevalent. In more advanced cases of NSCLC, the five-year survival rate and prognosis are extremely low, being 36% (stage IIIA), 26% (stage IIIB) and 13% (stage IIIC). Treatment may involve different modalities, such as surgery, chemotherapy, radiotherapy or targeted therapy. The choice of treatment mainly considers the oncogenic marker of NSCLC. Anaplastic lymphoma kinase (ALK) is an important oncogenic marker that is associated with the absence of smoking: more than 90% have never smoked or are light smokers (≤ 10 pack-years), young age at diagnosis, adenocarcinoma histology and absence of other oncogenic markers. For the treatment of ALK-positive NSCLC, targeted therapy with ALK inhibitors (crizotinib and alectinib) have been shown to increase overall survival and progression-free survival compared to chemotherapy. To date, crizotinib is the only ALK inhibitor available in the ANS List for indication of patients with locally advanced or metastatic ALK-positive non-small cell lung cancer. Question: What is the efficacy, safety and cost-effectiveness of alectinib (alecensa ®) compared with crizotinib in the treatment of patients with locally advanced or metastatic ALK-positive non-small cell lung cancer? Scientific evidence: The proponent presented a systematic review with the objective of identifying studies that have compared alectinib with crizotinib. The review presented by the proponent included two references from one study (ALEX), being randomized clinical trials (RCTs) to evaluate efficacy and safety and two references to evaluate cost-effectiveness. In general, the review presented by the plaintiff was well conducted, we consider the plaintiff’s selection adequate,11 although three more references were included (corresponding to two studies – ALEX / ALESIA) to evaluate efficacy and safety, after the searches were redone; these studies were published after the period considered in the proponent’s search, therefore, it is not a limitation. The proponent did not grade the methodological quality of the studies and considered that the quality of the evidence from this study (ALEX) was moderate for all the evaluated outcomes, with level of evidence 2B/B. The reviewer classified the studies with low risk of bias and the quality of evidence ranged from moderate to high, depending on the outcome. The efficacy results were superior for alectinib compared to crizotinib in the overall survival outcomes. Progression-free survival was prolonged by almost two years with alectinib, time to progression to the Central Nervous System (CNS) was also prolonged and quality of life. There was no difference between the groups for the objective response rate outcome. The safety results show that the drugs are similar in AEs, the most common being anemia, myalgia, increased serum bilirubin, weight gain, musculoskeletal pain, and photosensitivity reaction. In addition, crizotinib showed greater discontinuation of treatment due to AEs. Economic evaluation: A cost-effectiveness model was presented from the perspective of the Supplementary Health System, considering a time horizon of 20 years, corresponding to the lifetime, comparing alectinib to crizotinib, the only drug already available in the list of supplementary health procedures as the first line of treatment for this population. Alectinib was dominant when compared to crizotinib, that is, it presented greater effectiveness and lower cost. The incremental cost-effectiveness ratio (ICER) was R$ -24,260.92/year of life gained; of R$ -14,657.64/per progression-free life years gained; and R$ -24,260.92/per quality-adjusted life years. The model incorporates some uncertainties regarding the way in which the cost parameters were obtained. Furthermore, there is no clear description of the model used and the sensitivity analyses performed to assess its robustness. The cost estimates and incremental cost-effectiveness ratios were not presented by the proponent (they were calculated by the reviewer). The model uses assumptions that add uncertainties to the model, however the probability of the curves inverting is low. Budget Impact Analysis: The budget impact analysis presented by the applicant showed that, in five years after the introduction of alectinib, the total costs including all treatments available to the population were approximately R$327 million. However, this analysis was made considering an inadequate calculation of the eligible population and the estimate of the total costs of the treatment was full of uncertainties. Regarding the final result, the 12th proponent did not consider the cost after treatment discontinuation due to disease progression. This may result in a budgetary impact in 5 years lower than the value presented. Finally, there is low confidence in the results of the budgetary impact presented. International experience: In general, the agencies that have recommended alectinib for first-line treatment of patients with locally advanced or metastatic ALK-positive non-small cell lung cancer are: NICE, CADTH and SMC. However, the recommendation is made in a context of restricted use, monitored and linked to the practice of adequate pricing by manufacturers. It was requested that the cost-effectiveness of Alecensa® (alectinib) be improved to the threshold accepted by the CADTH agency. By August 2020, PBAC decided not to recommend the drug, reporting that long-term use data would be necessary before changing the current list, to ensure that its use remains cost-effective in the current patient population.
Keywords: N/A

doi: N/A
Endereço: https://www.gov.br/ans/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-da-sociedade/consultas-publicas/consultas-publicas-encerradas/consulta-publica-no-81-atualizacao-do-rol-de-procedimentos-e-eventos-em-saude-2013-ciclo-2019-2020-1/consulta-publica-no-81-2013-contribuicao-para-recomendacoes-relacionadas-as-propostas-de-medicamentos
Observação: O registro foi publicado no idioma nativo em Português. As traduções foram geradas por inteligência artificial para o idioma Inglês.

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